Garrosh Fez (Quase) Tudo Errado – Lore World of Warcraft

Garrosh é, para dizer o mínimo, uma figura controversa.

Seu temperamento sempre foi um pouco alarmante mesmo para Thrall e outros líderes da Horda.

Desde o fim de Mysts of Pandaria, muita gente absolutamente odeia o Orc, inclusive eu.

Mas será que o filho de Grommash Grito Infernal realmente é culpado de tudo aquilo que lhe acusam?

Será que ele realmente fez algo errado?

Será que ele é mesmo tão horrível assim?

A minha resposta para todas estas perguntas é:

Sim, sim e sim.

Mas vamos falar e passar os fatos para podermos compreender melhor!

Garrosh e o Começo

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Garrosh Grito Infernal era filho de Grommash Grito Infernal, um dos maiores heróis da Horda.

Porém, por grande parte de sua vida, Garrosh o via mais como uma vergonha do que heroi.

Acontece que, antes da primeira guerra, os Orcs estavam sendo manipulados pelos Demônios da Legião Urbana Ardente.

Os demônios lhes ofereceram um poder inimaginável.

Conquistado apenas ao tomar um simples gole de sangue demoníaco.

Sendo que o primeiro a tomar tal oferenda foi Gromm.

Na época, os Orcs não sabiam, mas com esse ato, eles se tornariam escravos dos demônios por muito tempo.

Nem todos aceitaram a oferta dos Demônios.

Os Orcs que beberam o sangue de demônio se tornaram verdes, com olhos vermelhos e uma fúria incontrolável e inacabável.

Eles dizimaram todos os Draenei e Draenor, até não sobrar inimigo a altura.

Foi então que eles se voltaram contra si mesmos.

A Primeira Guerra do WoW

Neste momento os demônios, através de Gul’dan, entraram em contato com Medivh e abriram o Portal Negro, dando início a Primeira Guerra.

Enquanto os Orcs da Primeira Horda atravessavam o Portal Negro, vários clãs (ou partes de clãs) ficaram para trás em Draenor.

Mantendo a sua tradição e cor originais (a pele marrom).

E entre eles estava o jovem Garrosh.

Garrosh cresceu em Draenor, nunca pondo os pés em Azeroth até a reabertura do Portal Negro (Burning Crusade), quando conheceu Thrall.

Até aquele momento, ele só havia ouvido histórias sobre as campanhas de seu pai em Azeroth.

Ele escutou sobre como ele aceitou o o sangue de demônio e convenceu os outros a segui-lo.

Sobre como o sangue de demônio os enlouqueceu e destruiu suas conexões com os elementos e os ancestrais.

Sobre como eles perderam a honra e viraram escravos, meros peões dos Demônios.

Garrosh cresceu com a ideia de que o pai havia condenado a Horda.

Mas Thrall, na época o líder da Horda, havia conhecido Gromm.

Eles haviam lutado juntos em várias batalhas.

Ele contou para Garrosh que, embora Gromm fosse um cabeça dura e quente, ele também foi um herói.

Um herói que se sacrificou e matou o Demônio Mannoroth.

Este mesmo demônio cujo o sangue foi dado para Gromm, sendo ele o primeiro a beber.

Assim, portanto, eliminando a influência demoníaca sobre os Orcs e salvando toda a raça.

Comovido pelos atos heroicos do pai, ele decidiu se juntar a Thrall e retornar com ele para Azeroth.

Se Você quer Ter Respeito, Tem que Aprender a Respeitar

Garrosh odiava muito o pai antes dos relatos de Trhall.

Isso por que ele foi criado num ambiente que ainda mantinha as tradições milenares dos Orcs.

Sendo a mais importante delas, a Honra.

A segunda, era a natureza de batalha dos Orcs.

Essas tradições foram com Garrosh não só para a vida, mas para o campo de batalha também.

Garrosh era tão cabeça dura e quente quanto seu pai, ou talvez mais que ele.

O fato foi que ele abraçou completamente o legado de Groom.

Mas ao contrário do pai, Garrosh não servia para política.

Ele não servia para liderar mais do que um exercito no campo de batalha.

Como punição pelos crimes cometidos pelos Orcs na Primeira e Segunda guerra, Thrall construíu um lar para os Orcs em Durotar, que era um vasto deserto.

Lá era impossível plantar qualquer coisa, obrigando os Orcs a importar praticamente toda a comida e recursos naturais.

Garrosh não aceitava isso.

Ele não entendia por que os Orcs precisavam sofrer tanto, por que as novas gerações deviam sofrer por culpa dos crimes dos pais, por que eles deviam se humilhar importando recursos, ao invés de dominar as outras raças e elevar os Orcs a uma nova glória.

Todas essas questões criavam em Garrosh uma raiva enorme, e um descontentamento maior ainda acerca de Thrall.

Ele culpava Thrall por todo o sofrimento dos Orcs, e o acusava de fazer pouco pelo seu povo.

Garrosh achava que Thrall se importava mais com as outras raças da Nova Horda do que com seu próprio povo.

Tudo isso se traduzia num comportamento desobediente, arrogante e desafiador.

Garrosh como Discípulo

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Thrall levava Garrosh para todas as suas reuniões diplomáticas, não como um guarda costas, mas como um protegido, discípulo e conselheiro.

O problema era que Garrosh não tinha paciência para negociações e tratados.

Ele se entediava fácil pelas conversas conciliadoras de Thrall, e desejava resolver todas as questões na base da violência.

Para que firmar um acordo comercial, se a Horda poderia simplesmente atacar, invadir e conquistar os recursos necessários?

Para que firmar pactos de não agressão quando a Horda poderia apenas eliminar o inimigo?

Por que negociar qualquer coisa com a Aliança, se a Horda poderia esmaga-los sem piedade?

Garrosh não confiava nos humanos em particular.

Achava que se encontrar com Varian era uma perda de tempo, se não aproveitassem a oportunidade para ataca-lo e mata-lo.

Mesmo que as diplomacias de Thrall fossem efetivas em evitar uma guerra cara e sanguinária, e manter os mercados de Orgrimmar cheios, Garrosh apenas via oportunidades de conquistas desperdiçadas.

Quando o Flagelo atacou, Thrall quis se preparar.

Ele convocou um conselho de guerra entre os líderes da Horda, buscando estratégias de como combater os mortos vivos de Nortundria.

Ele também pretendia se reunir com Jaina Proundmore, líder de Theramore, para saber como a Aliança pretendia lutar contra o Flagelo.

Garrosh não aprovou nada disso.

Ele achava que se aliar a Aliança seria um erro que deixaria a Horda vulnerável, e ao invés disso pretendia levar um destacamento de Orcs até Nortundria e enfrentar o Flagelo sozinho.

Thrall se enfureceu com essa atitude.

Não só Garrosh estava desafiando sua autoridade, como também estava pondo em risco as vidas da Horda desnecessariamente.

Invadir cegamente Nortundria seria suicídio, afinal, poucos estiveram lá e voltaram pra contar a história, e os que voltaram, bem….

Arthas.

O Primeiro Mak’Gora

Thrall o provocou, dizendo que ele não cometeria os mesmos erros de Groom, e, enfurecido, Garrosh o desafiou para um Mak’Gora.

O Mak’Gora era um ritual orquico ancestral.

Este duelo honroso tem como regras:

Nenhuma das partes usaria armadura; ambos usariam apenas uma arma qualquer (que poderia ou não ser abençoada por um xamã); e, geralmente, era até a morte ou submissão.

Ambos se direcionaram para a Arena do Valor em Orgrimmar, onde duelaram par a par.

Quando finalmente parecia que Garrosh estava assumindo o controle da luta, o duelo foi interrompido por um ataque de Mortos Vivos a Orgrimmar e a arena.

Após vencerem o ataque, Garrosh pediu novamente para ser enviado a Nortundria, e dessa vez Thrall aceitou.

Mas toda a Horda iria com ele.

A sua primeira grande guerra foi a campanha de Nortundria, contra Arthas, o Lich Rei.

Garrosh era um excelente guerreiro e um bom estrategista, mesmo no calor da batalha.

Porém, ele continuava cabeça dura e quente.

Garrosh se tornou comandante das suas próprias tropas em Nortundria, porém sob a supervisão de Varok Saurfang, um dos mais velhos e respeitados guerreiros da Horda, que bebeu da mesma taça de sangue de demônio que Gromm, e lutou ao seu lado.

Saurfang e Garrosh brigavam constantemente acerca das estratégias de guerra propostas pelo jovem Orc.

Saurfang temia que o temperamento explosivo de Garrosh fosse levar a Horda para um caminho de sede de sangue igual ao que Gromm fez anos antes.

Embora tivesse uma grande sede de sangue, Garrosh ainda valorizava sua honra.

Embora ele quase que exclusivamente se ocupasse em perseguir a Aliança (ao invés de, sabe, atacar o Flagelo), ele fazia isso com honra.

Nunca emboscando, envenenando ou controlando mentes, sempre dando a Aliança uma chance de uma luta justa.

Segredos de Ulduar

Um dos maiores exemplos do temperamento de Garrosh que quase atrapalhou pactos importantes foi quando o Arquimago Rhonin convocou tanto Varian Wrynn quanto Thrall para conversar sobre as descobertas de Brann Barbabronze acerca de Ulduar.

Rhohin chamou primeiro Varian, e depois conversaria com Thrall, mas o Orc chegou antes de Varian partir, e trouxe consigo Garrosh.

Ao entrarem no salão de Rhonin e se depararam com Varian, Garrosh imediatamente achou que era uma emboscada, e atacou Varian.

Os dois lutaram brevemente antes de Rhonin os separarem e explicar que precisaria da colaboração de ambas facções, caso quisessem ter sucesso ao adentrar os Salões de Ulduar e impedir o Deus Antigo Yogg-Saron.

Varian precisou ser teletransportado novamente a Ventobravo para evitar mais brigas, mas ainda assim, um acordo foi firmado.

A campanha de Ulduar foi um sucesso.

Garrosh foi importante para a vitória sobre o Lich Rei, e se tornou respeitado por toda a Horda, e principalmente para os jovens Orcs, que o viam como uma inspiração.

E aí, Tudo Começa a Desandar

Na volta para a casa, Garrosh dividiu um navio com Caerne Casco Sangrento, o líder dos Taurens.

Eles foram atacados por um grupo de Kvaldirs, mas graças a armas secretas que Garrosh havia escondido no navio, eles saíram vitoriosos.

Chegando a Durotar, eles se depararam com o naufrágio de um navio da Aliança, e vários de seus integrantes tentando sobreviver entre os destroços.

Garrosh entendeu que, acidente ou não, eles eram humanos em território da Horda, e deveriam ser executados.

Caerne interviu, quase implorando a Garrosh que os poupassem.

Garrosh se convenceu e os salvou, deu alguns suprimentos e os despachou, não antes de dizer que eles conheceram a fúria da Horda, mas também a sua misericórdia.

Caerne saiu de lá completamente preocupado com Garrosh.

Pouco depois da queda do Lich Rei, deu-se início ao Cataclismo.

Os elementos estavam furiosos ou desesperados, e vários pontos de Azeroth foram destruídos em desastres naturais.

Asa da Morte se erguia, pronto para destruir o mundo.

Com o Cataclismo acontecendo, varias áreas do mundo foram mudadas drasticamentes.

Algumas foram completamente desoladas, mas a maioria sofreram mudanças localizadas.

Para o azar de Orgrimmar, a sua principal rota de comércio foi bloqueada.

Como Durotar era um deserto e os Elfos Noturnos se recusavam a permitir a extração de recursos do Vale Gris pela Horda, a cidade estava a ponto de sofrer com fome em massa.

Em todo esse caos, Thrall recebeu visões dizendo que ele precisava se tornar um Xamã melhor.

Thrall já era um Xamã a muito tempo, mas ao se deparar com elementais de fogo consumindo Orgrimmar, ele ficou convencido de que precisava melhorar muito.

Porém, como Chefe Guerreiro da Horda, ele não poderia começar essa jornada. E por isso, ele decidiu renunciar.

Caerne, Chefe Guerreiro

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A primeira pessoa que Thrall considerou para substituí-lo foi Caerne Casco Sangrento.

Porém, Caerne era um Tauren, não um Orc, e Thrall sabia que isso causaria desconforto entre os Orcs.

A Horda sempre foi liderada pelos Orcs.

Sempre foi SOBRE os Orcs.

Este era o sentimento entre eles.

Ter um líder de outra raça, principalmente num momento de crise como esse, seria complicado.

Thrall sabia que precisava de outro Orc como líder, e lamentou a recente morte de Dranosh Saurfang, filho de Varok Saurfang, que seria perfeito como Chefe Guerreiro.

Foi então, ele pensou na única pessoa que seria capaz de manter a Horda Unida.

O filho de Gromm havia se tornado adorado pela Horda, principalmente pelos Orcs.

Inclusvise recebendo um desfile de herói em sua homenagem.

No fim do desfile, Garrosh foi chamado por Thrall ao Castelo Grommash, onde recebeu o Machado de seu pai, o Uivo Sangrento, e o título de Chefe Guerreiro.

Garrosh tenta argumentar, dizendo que não é apto a governar.

Ele é um grande líder na guerra, sim, mas não entende nem tem paciência para política.

Os outros líderes também não acham isso uma boa ideia, mas Thrall insiste.

Garrosh era amado por todos. Ele era considerado um herói.

Se alguém poderia substituir a figura de Thrall e manter a Horda unida, talvez mais do que nunca, seria Garrosh.

Após alguma conversa ele enfim é convencido, mesmo ainda achando que era uma péssima ideia.

E era.

Os Problemas do Chefe Guerreiro

Garrosh herdou de Thrall todos os problemas sofridos pela Horda durante o Cataclismo.

Ele queria invadir logo o Vale Gris e se apropriar dos recursos.

Acontece que desde o início do Cataclismo, Hamuul Runa Totem, arquedruida dos Taurens e velho amigo de Caerne, estava negociando com os Elfos através do Círculo Cenariano, uma organização de druidas formada por Taurens e Elfos Noturnos, cuja qual Hamuul detinha uma posição alta e respeitada.

As negociações iam muito bem, até que, um dia, uma das reuniões mais importantes é atacada por um bando de orcs, que assassinam brutalmente todos presentes.

Todos menos Hamuul, que sobrevive.

Hamuul acha que aquele ataque foi ordenado por Garrosh, e comunica Caerne, que vai enfurecido até Garrosh tirar satisfação.

Garrosh nega envolvimento no ataque, o que é verdade.

Mais tarde é revelado que os assassinos eram membros do Martelo do Crepúsculo, sacerdotes de Asa da Morte que buscam acelerar o fim do mundo.

O bando era formado apenas por Orcs Justamente para causar maiores tensões entre a Horda e a Aliança e desencadear uma guerra final entre as facções, abrindo caminho para Asa da Morte destruir o mundo.

Porém, Garrosh diz que se tivesse ordenado o ataque, teria anunciado ao mundo, ao invés de esconder ou negar.

Caerne não acredita que Garrosh não tenha ordenado isso, ou ao menos esteja feliz com o ocorrido, e também se sente ofendido pela arrogância do Orc.

Caerne decide que Garrosh não é apto a governar, mesmo com seu aconselhamento (que Garrosh ignora) e o de Eitrigg (um Orc de confiança de Thrall).

O Segundo Mak’Gora

Por fim, Caerne se irrita e desafia o Orc para o Mak’Gora.

Garrosh aceita, mas, visando assuntar e fazer com que o Tauren desistisse, ele diz que o combate deveria ser até a morte.

Caerne aceita alegremente.

Um xamã de confiança de Caerne foi quem abençoou sua lança, mas quem abençoou o Uivo Sangrento de Garrosh foi Maghata Grimtotem.

Maghata era Líder do clã Temível Totem, o único clã de Taurens que não se juntou a Horda.

Sua presença em Orgrimmar era estranha e suspeita.

Suspeita porque ela sempre almeijou se tornar líder de TODOS os Taurens, e sonhava em eliminar Caerne.

Com certeza esta era sua chance.

Ela havia conhecido Garrosh numa reunião um pouco antes dele se tornar Chefe Guerreiro, e agora se ofereceu para abençoar a Uivo Sangrento.

Ao fazê-lo, ela plantou um veneno na arma, sem o conhecimento de Garrosh.

Durante a luta, Caerne, o touro velho mas forte e experiente, dominou a luta, encurralando o Orc em um canto da arena.

Nesse momento, Garrosh conseguiu dar um golpe desesperado no peito de Caerne.

O golpe em si não foi fatal, nem tão doloroso, e Caerne conseguiria seguir a luta (e talvez até vencer) se não fosse o efeito rápido do veneno.

Segundos depois, Caerne desaba ao chão.

Chocado, mas aproveitando a oportunidade, Garrosh olha uma última vez ao touro e dá o golpe final.

Garrosh, mesmo não entendendo as acusações de Caerne, se sente satisfeito por ter dado uma luta justa ao Tauren.

Porém, rapidamente Eitrigg descobre o veneno e informa o Chefe Guerreiro da traição de Maghata.

Garrosh fica furioso de ter tido a sua honra e a de Caerne roubadas.

Maghata imediatamente começou uma campanha de conquista de Penhasco do Trovão, tentando roubar o Vácuo de Poder deixado por Caerne.

Baine Casco Sangrento

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Mas ela é oposta por Baine Casco Sangrento, filho de Caerne.

Porém, nessa campanha contra a conquista de Maghata, Garrosh não dá nenhum apoio para Baine.

Maghata entra em contato com Garrosh pedindo apoio, e ele apenas lhe deseja uma morte dolorosa.

Sem apoio do resto da Horda, mas com o apoio de todas as tribos de Taurens, Baine consegue repelir Maghata e assume o posto de Chefe dos Taurens.

Após toda essa campanha, Garrosh se encontra com Baine em Penhasco do Trovão para conversar e se desculpar pela morte de Caerne.

Inclusive ele esperava um desafio para o Mak’Gora da parte de Baine.

Surpreendendo, Baine acusa Maghata e declara sua lealdade a Horda.

Os problemas de Garrosh com os Taurens não terminam aí.

Com a adição dos Goblins a Horda, e sua constante mineração de Aszhara, os suprimentos de Água de Durotar ficaram contaminados.

Para que seu povo não morresse de sede, Garrosh ordenou que os Taurens dividissem a água de Mulgore com Orgrimmar, através de carregamentos de navios.

Baine e Hamuul ficam incomodados com a demanda, mas aceitam a ordem e despacham carregamentos de água.

Muitos Taurens se sentem alienados por essas ações, sentindo que Garrosh está desdenhando do povo Tauren e cobrando demais deles ou se aproveitando.

Muitos chegam a considerar deixar a Horda, sentindo que Baine é muito passivo acerca de Garrosh.

Logo depois, Baine descobre que há Javatuscos atacando as reservas de água de Mulgore e matando Taurens.

Grrosh logo descobre isso e volta ao Penhasco do Trovão para confrontar Baine.

O Tauren diz que é possível uma solução pacífica com os Javatuscos, mas Garrosh, impaciente, diz que eles estão atacando território da Horda e matando cidadãos da Horda, e isso não pode ser permitido.

Resolvendo a Situação

Querendo tomar as rédeas da situação, Garrosh parte com 15 Kor’krons, a guarda de elite do Chefe Guerreiro, e vai para os túneis dos Javatuscos afim de dizima-los.

Garrosh e seus Orcs exterminam várias das criaturas, mas terminam emboscados e encurralados por eles.

Centenas de Javatuscos os cercam, e na confusão, Garrosh se separa do Uivo Sangrento.

Quando tudo parecia perdido, Baine e Hamuul chegam, acompanhados de vários Andarilhos do Sol, uma organização de Taurens Paladinos.

Baine resgata Garrosh e seu Uivo Sangrento, mas todos os Kor’kron são mortos.

Baine explica para Garrosh que os Javatuscos também estavam sem fonte de água, e por isso atacaram.

Hamuul negocia com eles, e cria um rio até seu território, sob a condição de que não hajam mais ataques.

Triunfantes, os Taurens se retiram depois que Baine informa o Chefe Guerreiro que, se os Taurens precisarem de ajuda, eles chamaram a Horda.

Garrosh volta para Orgrimmar envergonhado e enfurecido.

Garrosh sempre achou que a situação dos Orcs em Durotar era miserável é injusta.

Logo ao lado havia o Vale Gris, verdejante e cheio de vida.

Por anos Garrosh desejou invadir e tomar o que ele achava que era direito dos Orcs, agora, ele tinha o poder necessário para isso.

Garrosh não queria apenas os recursos do Vale Gris.

Ele também queria expandir o território da Horda, e construir no Vale uma grandiosa cidade para o Brado Guerreiro, seu clã de origem.

Ele sonhava com uma cidade que fosse ainda mais grandiosa do que Orgrimmar.

Desejava expulsar a Aliança de Kalimdor.

Por esses motivos, e cheio de raiva, Garrosh começou a invasão do Vale Gris, desmatando e roubando os recursos do local.

Ele avançou bastante pelo vale, sem ser atrasado pelas defesas dos Elfos Noturnos, até tomar o Posto Avançado Asa de Prata.

Emboscando a Aliança

Sua expansão tomou outro propósito: atrair líderes da Aliança para uma emboscada.

Ele sabia que estava acontecendo um encontro entre vários líderes, e queria atrair especificamente Tyrande, líder dos Elfos Noturnos.

Seu plano tem êxito, e rapidamente ela aparece para ajudar e salvar suas sentinelas.

Quando ela aparece no campo de batalha, Garrosh solta sua arma secreta: Magnatauros e Proto-dracos que ele escravizou de Nortundria.

Eles foram “domesticados” apenas por que os Orcs mantinham seus filhotes como reféns, mas ainda eram selvagens e ferozes.

Com todo esse caos, Tyrande é ferida por arqueiros, ficando fora de combate.

Varian os alcança, acompanhado de vários Worgens, e muda a direção da batalha.

Mesmo com os Magnatauros, Garrosh não é páreo para a recém descoberta fúria de Varian e dos Worgens, sendo derrotado e forçado a recuar.

Garrosh foi muito bem sucedido na campanha do Planalto do Crepúsculo.

Ele sobreviveu a traições e acolheu para a Horda 2 clãs diferentes de Orcs:

  • Rocha Negras que se renderam
  • Presa do Dragão, que ajudaram os Orcs na breve ausência de Garrosh.

Ao longo dos anos, Garrosh foi deixando de ter vergonha de sua linhagem para ter orgulho.

Muito orgulho.

Orgulho demais, talvez, por que não demorou muito para que ele expressasse um favoritismo pela própria raça muito maior do que qualquer outro chefe de raça.

Durante o Cataclismo, Garrosh havia reformado a maior parte de Orgrimmar, reforçando os prédios e estruturas com Saronita de Nortundria.

Além disso, ele “reorganizou” a distribuição demográfica da cidade, expulsando todas as outras raças para a periferia da cidade, e deixando apenas os Orcs morando no centro.

Ele dizia que só os Orcs eram realmente capazes de defender a cidade, e que as outras raças estavam agora em seu devido lugar.

O Problema dos Trolls

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Mas com os Trolls, principalmente, Garrosh tinha um problema.

Não é que ele tinha certo nojo e desconfiança da raça como um todo, como ele tinha com os Mortos Vivos, mas ele não confiava neles depois que Vol’jin, seu líder, o criticou abertamente.

Vol’jin não teve medo de dizer que não aprovava o comportamento agressivo e conquistador de Garrosh, e que ele era um enorme risco para a Horda.

Ele é o Orc brigaram feio, e Vol’jin jurou que, se o Orc saísse da linha, se ele fosse longe demais, ele mesmo o mataria.

Garrosh ficou furioso, mas os Trolls ainda se mantinham leais a Horda.

Sendo assim, ele ordenou que seu guarda costas principal e chefe da guarda Kor’kron, Malkorok, mantesse um olho nos Trolls.

Não só nos Trolls, mas em todos aqueles que pudessem criticar o Orc.

Certa vez seus espiões se infiltraram numa taverna da região de Durotar, e ouviram alguns Trolls e Taurens e até Orcs expressando seu descontentamento com as ações do chefe guerreiro.

Ninguém tinha coragem ou planos de agir e fazer algo contra Garrosh, mas mesmo assim, os Kor’kron explodiram e mataram a maior parte dos clientes presentes, incluindo o dono da taverna.

Apartir daí, falar mal de Garrosh era um risco enorme, principalmente para os Taurens e para os Trolls.

Os Trolls, principalmente, moravam nas Ilhas do Eco, que ficavam na costa de Durotar.

Garrosh expulsou todos os Trolls de Orgrimmar e eles voltaram a morar nas Ilhas, e agora eram, não oficialmente, reféns de Garrosh.

Se Vol’jin não se comportasse, ele estaria pondo em risco a segurança de toda a sua raça e, por tanto, passou a ter mais cuidado com o que dizia.

O Último Grande Feito

O último grande Feito de Garrosh durante o Cataclismo foi a execução do Susserano Krom’gar.

Krom’gar era um general na região das Cordilheiras das Torres de Pedra, e tinha como objetivo expulsar totalmente a Aliança de Kalimdor.

Para tal, ele atacou uma reunião pacífica de druidas neutros na Gruta de Thal’darah, jogando uma bomba de mana no local, completamente erradicando os ocupantes, que eram inocentes.

O ato trouxe vitória para a Horda, mas também trouxe vergonha, pois foi um ato completamente desprovido de honra.

Garrosh não admitia atos desonrosos, e, enfurecido com Krom’gar, o pegou pelo pescoço e o lançou de um penhasco, o “demitindo”.

Essa talvez fosse a última vez que Garrosh fizesse jus a sua filosofia de Honra.

Agora ele chutou o pau da barraca e mandou tudo pro c@&$#¶∆

Com o fim do Cataclismo e a Hora do Crepúsculo evitada, Garrosh volta sua atenção total a vitória da Horda sobre a Aliança.

Ele convoca os líderes da Horda e explica suas intenções.

Seu plano é destruir Theramore e, depois, avançar contra os Elfos Noturnos.

Para seu descontentamento, nem todos concordam.

Sylvannas se preocupa que, caso a Horda ataque e destrua Theramore, a Aliança retaliaria atacando Cidade Baixa, capital dos Mortos Vivos, construída no subsolo do reino de Lordaeron, antigo reino Humano.

Garrosh diz que se houver retaliação, eles cuidarão disso.

Todos ali tem alguma preocupação com tal decisão, mas por medo do que Garrosh faria com seus povos caso o enfrentasse, aceitam o plano de ataque.

O que Garrosh não lhes contou foi seu plano verdadeiro.

Toda essa operação era apenas uma distração para seu real ataque.

Uma bomba de mana.

Theramore era um importante ponto estratégico.

Jaina Proudmoore

Era uma cidade/fortificação criada por Lady Jaina Proudmoore, em uma Ilha na costa do Pantano Vadeoso, ao sul de Durotar.

Jaina veio para cá com seu povo fugindo do Flagelo, que invadia o reino de Lordaeron no começo da Terceira Guerra.

Thrall, na mesma época, havia fugido para Kalimdor pelo mesmo motivo.

Em pouco tempo, Jaina e Thrall se conheceram e formaram uma certa amizade, respeito, e também um pacto de não agressão.

Por algum tempo, Theramore e Orgrimmar viveram pacificamente, e em várias ocasiões, se ajudaram.

Quando o Pai de Jaina, Daelin Proudmoore, veio com sua frota para Kalimdor e tentou assumir o controle de Theramor e atacar Orgrimmar.

Jaina se opôs a ele, o encurralando na cidade e dando espaço para que a Horda o eliminasse.

Jaina, apesar de ser uma Humana, não era leal exclusivamente a Aliança.

Na verdade, ela mantinha relações diplomáticas neutras com ambas as Facções.

Mesmo que a Aliança quisesse, Jaina jamais permitiria que Theramore fosse usada como ponto de partida de um ataque a Orgrimmar.

Na verdade, por boa parte de sua vida, Jaina tentava trazer a paz entre as duas Facções.

Ela era muito amiga de Thrall, mas também era muito amiga de Varian e, por diversas vezes, foi a ponte entre eles.

Mesmo assim, Garrosh queria eliminar Theramore do mapa.

Por alguns meses, Garrosh preparou a Horda para o ataque.

Varias das raças compareceram em peso, com medo da retaliação de Garrosh (como os Trolls e os Taurens), mas os Mortos Vivos e os Elfos Sangrentos apareceram com um destacamento simbólico, no máximo.

Era um gesto de lealdade, mas sem muito envolvimento.

Garrosh ficou incomodado, mas não se importou muito. Ele tinha outros planos.

A Bomba de Mana

Durante toda essa preparação, Garrosh também preparava sua arma secreta.

Ele comandou que Goblins roubassem um artefato poderoso chamado de “Iris Focalizadora”, e também produzissem a bomba de mana.

Garrosh também ordenou que os goblins assassinassem os Dragões Azuis que guardavam a Iris.

Alguns dias antes dos exercitos da Horda se juntarem ao redor de Theramore, Baine secretamente se encontrou com Jaina, desejando avisá-la do ataque.

Baine não achava o ataque justo ou necessário, e por isso gostaria que ela estivesse preparada.

Mesmo assim, ele se sentia obrigado, pela segurança de seu povo, a participar do ataque.

Jaina agradeceu o aviso e imediatamente avisou a Aliança, pedindo ajuda.

A Aliança não falhou em responder.

Garrosh imaginava que algo assim fosse acontecer, e fazia parte de seu plano.

Era isso o que ele queria.

Seu desejo era que os inocentes escapassem, mas que as maiores forças da Aliança se concentrassem naquele único ponto.

Ele conseguiu.

Quando iniciou o ataque, Garrosh fez questão de antes, atacar Guardanoite, um forte que ficava no caminho para Theramore.

Ele fez isso para dar aos seus guerreiros alguma ação, já que a ideia não era que ELES matassem todos na cidade.

Não, quem faria isso seria a Bomba.

Enfim, às portas de Theramore, Garrosh iniciou a batalha, tanto para distrair a Aliança da real intenção do Chefe Guerreiro, tanto para dar aos seus guerreiros – e aos guerreiros da aliança – a oportunidade de morrer uma morte gloriosa.

Assim que a Aliança havia sido encurralada dentro de Theramore, e sangue o suficiente havia sido derramado, Garrosh retrocedeu suas tropas e deu a ordem.

E a bomba caiu.

A Queda de Theramore

Muitas vidas foram perdidas naquele dia.

Praticamente todos na área afetada foram literalmente reduzidos a Pó.

Veja, a bomba de mana é literalmente uma concentração absurda de Magia Arcana.

A magia Arcana é instável, e requer muito poder e concentração mental para utiliza-la corretamente, como um mago faz, por que a magia arcana está entranhada na realidade em si.

Um mago pode reescrever a realidade ao seu redor como quiser com a magia Arcana.

Já no contexto de uma bomba?

Ela reescreve tudo, sem controle algum.

No momento que a bomba caiu, Rhonin, o Arquimago do Kirin Tor, que anos antes, junto de Jaina, tentou convencer Thrall (e Garrosh) a unir forças com a Aliança para parar os deuses antigos.

Encontrava-se agora no topo da torre mais alta de Theramore.

Ele tentava segurar a bomba com sua a magia arcana, tentando arrumar tempo para que a cidade fosse evacuada pelo porto.

Ele segurou o tempo que pode e, nos seus últimos momentos, jogou Jaina por um portal, exatamente quando a bomba caiu.

Todos na cidade foram evaporados.

Jaina sobreviveu, com apenas uma mecha de seu cabelo se torando cinza, como resultado do pouco de mana da bomba que a atingiu através do portal.

Garrosh fica extremamente satisfeito com a vitória. Muitos de seus Orcs também.

Muitos outros soldados da Horda, não.

Baine, horrorizado, foge do campo de batalha, enquanto Malkrok ri da situação.

Baine só consegue pensar no horror dos atos de Garrosh e na ironia dele usar uma bomba de mana, quando meses antes, matou Krom’gar pelo mesmo motivo.

A Vingança da Grã Senhora

Jaina está absolutamente furiosa.

Logo depois de se recuperar (um pouco) do trauma e ver pessoalmente o dano causado a seus amigos, ela avança contra Orgrimmar, ameaçando inundar a cidade com um enorme tsunami.

Ela só é acalmada por Thrall, seu velho amigo, que a convence que os cidadões de Orgrimmar e da Horda não são culpados pelas ações de Garrosh, e que ele logo pagará por seus crimes.

Thrall também implora para que ela perceba que está causando imensa dor aos elementais da água, que ela está tentando forçar a atacar a cidade.

Jaina desiste, ma jura vingança.

A partir dai, está mais do que oficialmente declarada Guerra entre a Horda e a Aliança, guerra essa que não estava declarada a anos.

Por mais que a horda e a aliança se confrontassem ocasionalmente, eram sempre pequenos exércitos, comandados por generais específicos, por motivos simples.

Nunca era um ataque real de um dos lados, nunca era um atentado, uma invasão, uma guerra.

Agora, por causa do ataque de Garrosh, era.

Pouco tempo depois, numa batalha naval entre a Horda e a Aliança, ambos os navios acabam naufragando em meio a névoas.

Os sobreviventes conseguem se refugiar no que parece ser uma ilha próxima, que não estava no mapa.

Eles acabaram de descobrir o continente escondido de Pandaria.

Garrosh é avisado da descoberta e fica furioso pela Aliança ter chegado ao continente primeiro.

Ele envia um destacamento para o novo continente, para estabelecer sua presença e relações com os nativos, e um mês depois, ele mesmo chega ao continente.

Horda Chega em Pandaria

Nesse meio tempo, a Horda recrutou parte dos Pandarens, e a outra parte se juntou a Aliança ou permanecendo neutra.

Os pandarens moravam naquela terra a milhares de anos, desenvolvendo sua cultura e sociedade.

Há muito tempo, eles eram Escravos dos Mogu, mas já haviam se libertado, criado um império enorme, e dissolvido tal império.

Hoje, sua existência era extremamente pacífica, e sua cultura fortemente construída ao redor de controlar seus sentimentos ruins, e acatar a violência apenas quando realmente necessário.

Isso por que, engrenhado nas terras de Pandária, estavam os Sha’s.

Os Sha’s eram manifestações físicas e poderosas dos nossos piores sentimentos, como Raiva, Angustia, Desespero, Medo, etc.

Quando alguém sente muito fortemente esses sentimentos, os shas se empoderam e se manifestam em forma de criaturas, atacando aqueles ao redor e aumentando ainda mais estes sentimentos.

Eles se alimentam disso, e são o que restou de Y’shaarj, um Deus Antigo morto no inicio dos tempos.

Então, a chegada da Horda e da Aliança ao continente foi uma catástrofe.

Todos os soldados de ambas as facções estavam cheios desses sentimentos ruins, por estarem numa guerra tão violenta e sem sentido.

Sua presença em Pandaria despertou Sha’s por todo o lado.

A Aliança, porem, conseguiu aprender rápido a controlar suas emoções, com a ajuda dos Pandarens.

A Horda, liderada por Garrosh, demorou um pouco mais.

Assim que Garrosh chegou a Pandária, ele começou sua campanha de dominação do continente.

Vol’jin

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Um dos seus primeiros atos foi testar a lealdade de Vol’jin.

Ele ordenou que Vol’jin acompanhasse um grupo de Kor’krons numa missão de reconhecimento e pesquisa de certas criaturas na região.

Secretamente, ele ordenou aos seus soldados que, caso Vol’jin mostrasse se opor aos planos do Chefe Guerreiro, ele deveria ser executado.

Acabou por acontecer exatamente isso:

Vol’jin entendeu que Garrosh queria escravizar tais criaturas usando magia negra, e se recusou a participar daquilo.

Em resposta, os Kor’kron cortaram sua garganta.

Com sorte, ele sobreviveu, com a ajuda de um velho amigo, Chen Malte do Trovão, um Pandaren que viajava o mundo e ajudou na construção de Orgrimmar, anos antes.

A partir dai, Vol’jin se uniria a Thrall (que assumiu controle das Ilhas do Eco na ausência de Vol’jin, para proteger os Trolls), Baine e Chen para organizar uma rebelião contra Garrosh.

Mas isso levaria algum tempo.

Enquanto isso, Garrosh continuava sua campanha para dominar Pandaria.

Ele se encontra com Malkorok, Ishi e Lor’Themar Theron, o Lorde Regente dos Elfos Sangrentos no Santuário das Duas Luas, onde Malkorok lhe conta sobre os Mogu, e sobre o Sino Divino.

Garrosh se apaixona pela forma como os Mogu governavam com punho de ferro, e se torna obcecado em encontrar e dominar o Sino, que amplificava a Raiva e Odio dos Mogu, aumentando consideravelmente seu poder, e causava Medo e Dúvida nos inimigos, os enfraquecendo.

Lor’themar Theron e seu regimento são depois enviados para Mogujia, mas são dominados pelos Mogus.

Garrosh deixou de mencionar uma forte presença de Mogus que resultou em várias baixas de Elfos Sangrentos, e Theron se desentende com ele.

Shan Kien

Garrosh então observa Theron e seus Elfos nas ruínas de Mogu em Kun-Lai.

Os Elfos Sangrentos planejavam capturar um líder Mogu, Shan Kien.

Garrosh chega durante a batalha e joga Uivo Sangrento no líder Mogu, quase matando-o.

Garrosh então exige informações sobre o Sino Divino, mas Shan Kien apenas zomba dele.

Quando Garrosh está se preparando para um golpe final, Fanlyr o impede, dizendo que o Mogu é a única chave para o Sino Divino e que os Elfos Sangrentos o farão falar.

Garrosh concorda e sai dizendo que se Fanlyr o desrespeitar mais uma vez, sua cabeça será colocada no topo de uma lança em Orgrimmar.

Shan Kien é capturado e levado para uma base da Horda.

Enquanto isso no Santuário das Duas Luas, Baine Casco Sangrento finalmente chega a Pandária e trabalha para desfazer o caos que Garrosh deixou para trás nesse período de tempo.

Garrosh discute com Lor’themar e Baine sobre o poder dos Sha, e insiste que a Horda deve controlar esse poder, e manda Theron  de volta a Luaprata, onde ele deve examinar o artefato um artefato dos Shas.

Logo depois, Garrosh envia um espião para Luaprata, para observar e pressionar Lor’themar.

Como Vol’jin, Lor’themar fica cada vez mais cansado do governo de Garrosh, e depois de múltiplas ocasiões em que o bem-estar de seu povo foram desconsiderados pelo Chefe Guerreiro, Lor’themar considera retirar Quel’Thalas da Horda de Garrosh e ingressar na Aliança.

O Sino Divino

Baine ajuda na interrogamento de Shan Kien, e eles descobrem a localização do Sino Divino.

Porém, eles estavam sendo espiados pela Aliança, que consegue chegar ao local antes de Garrosh, assegurando o Sino para si.

O Sino é levado para Darnassus, a Capital dos Elfos Noturnos, mas Garrosh envia um destacamento para roubar o sino.

Eles obtêm sucesso, e com a ajuda dos Fendessol, uma organização de Elfos Sangrentos na cidade de Dalaran (agora governada por Jaina), conseguem transportar o sino até o Chefe Guerreiro com sucesso.

Após isso Jaina expulsa todos os Elfos Sangrentos de Dalaran, acabando com as chances de Lor’themar de deixar a Horda e se juntar a Aliança.

Mais tarde, Garrosh reúne as forças da Horda no Domínio do Imperador, em posse do Sino Divino.

Garrosh fala sobre o grande destino da Horda, e como ele usará o Sino Divino para apagar a fraqueza de seus Orcs e criar uma Horda mais forte.

Ele toca o Sino Divino e transforma seus Kor’krons em Shas.

Campeões da Aliança aparecem e lidam com os Orcs corrompidos, e o Príncipe Anduin Wrynn (Filho de Varian) intervém, tentando impedir Garrosh de usar o Sino Divino novamente.

Os pedidos de Anduin são ignorados, e Garrosh usa o Sino mais uma vez, para infestar seu campeão Ishi.

Ishi é rapidamente morto por Anduin e seu campeão.

Embora Garrosh quisesse que suas tropas dominassem a energia dos Shas, no final, nenhum de seus campeões foi capaz de fazê-lo.

Numa oportunidade surgida durante a batalha, Anduin usa a Marreta Harmônica, criada pelos Pandarens para contrapor o Sino e transformar o caos do Sino Divino em pura harmonia, quebrando sua influencia.

Isso atordoa Garrosh, mas ele logo se recupera e ataca o sino, o destruindo.

Andui Morto

Os escombros caem no Príncipe Anduin, quebrando todos os ossos do seu corpo.

Acreditando que Anduin estava morto, Garrosh deixa o campeão da Aliança vivo para transmitir o destino de Anduin ao rei Varian, ilustrando assim o preço de seu desafio.

Garrosh, em seguida, vai embora, rindo maquiavelicamente sobre a ideia de causar sofrimento a Aliança, e principalmente a Varian.

Embora o Sino Divino tenha sido destruído, Garrosh ainda está determinado a dominar a energia dos Shas.

Finalmente, as tensões raciais, sociais e politicas dentro da Horda começam a explodir.

Em Orgrimmar, os Kor’kron tomam absoluto controle de uma das principais regiões da cidade, expulsando todos os não-orcs de lá, e até mesmo atacando e prendendo aqueles que se opunham aos Orcs e a Garrosh, especialmente os Taurens.

Garrosh declara os Trolls como traidores, tomando suas posses e assassinando vários deles.

Vol’jin se vê forçado a agir, e volta para Durotar, onde se junta com Thrall, Baine e Chen, iniciando A Rebelião dos Lançanegra.

Em um único ataque, eles foram capazes de retomar todas as Ilhas do Eco, até o Monte Navalha, praticamente as portas de Orgrimmar.

A rebelião tem o Apoio dos Elfos Sangrentos, e, pelo interesse de derrubar Garrosh e atrasar os avanços da Horda na guerra, a Aliança também os apoia.

Garrosh ainda está convicto de que pode controlar os poderes dos Shas e conquistar Pandaria e a Aliança, e ordena que os Goblins escavem a região do Vale das Flores Eternas.

Lá, eles descobrem o Coração de um Deus Antigo, Ya’shaarj, a fonte da corrupção dos Shas em Pandaria.

Percebendo que o coração ainda estava dormente, Garrosh invade o território dos Pandarens e joga o coração num poço mágico, e ele revive.

O Cerco a Orgrimmar

Garrosh volta para Orgrimmar e decreta Lei Marcial na cidade.

Ele absorve o poder do Coração, e se torna mais xenofóbico do que nunca.

Enquanto a Horda e Aliança preparam um Cerco a Orgrimmar, ele planeja como dominará o mundo e fortalecerá sua nova e Verdadeira Horda.

O Cerco logo tem inicio, e as forças combinadas das raças de Azeroth avançam pela cidade, embora com dificuldade.

Por fim, eles alcançam Garrosh, que é confrontado por Thrall.

O ex-chefe guerreiro tenta convencer Garrosh a se entregar e admitir seus erros, mas o Filho de Gromm o acusa de ser fraco e patético, e facilmente o derrota.

Garrosh então enfrenta sozinho o exercito de heróis.

Mesmo sozinho, com o poder de Ya’shaarj, Garrosh consegue se manter firme na batalha.

Ele chega a implantar nas mentes dos campeões visões do mundo que ele queria construir.

A mais horrível delas era a completa destruição de Ventobravo, e os corpos empalados de todos aqueles que se opuseram a ele.

No final ele é derrotado.

Thrall, apos se recompor, se proxima de Garrosh, dizendo estar decepcionado, e se prepara para executá-lo, mas é impedido por Varian.

Varian diz que o destino de Garrosh não será decidido por Thrall sozinho, e que todos devem julgar o Orc.

Todos concordam, e Garrosh é detido.

Mas esse não é o fim de sua história.

Eu Falo pela Horda

Garrosh foi levado a Pandária, onde seria realizado um julgamento de proporções nunca antes vistas.

Todos os lideres da Horda e da Aliança estariam presentes.

Tyrande faria o papel de acusação, e Baine seria a defesa de Garrosh.

Baine não estava nem um pouco confortável com a situação, mas tomou para si a honra de dar a Garrosh o direito de defesa.

Garrosh foi acusado dos seguintes crimes:

  • Genocidio
  • Assassinato
  • Transferência populacional forçada
  • Desaparecimento forçado de indivíduos
  • Escravização
  • Abdução de crianças
  • Tortura
  • Execução de prisioneiros
  • Gravidez forçada
  • Destruição de cidades e vilas não justificada por necessidade militar ou civil.

Garrosh não negou nem confirmou nada, apenas zombou da situação toda.

O julgamento foi conturbado.

Os Dragões de Bronze, uma raça de dragões encarregada de proteger o Tempo, se utilizava de um aparato que permitia mostrar momentos específicos para todos.

Assim sendo, tanto acusação quanto defesa mostravam certos acontecimentos como eles realmente aconteceram para exemplificar seus pontos.

Isso causou muito desconforto em vários dos presentes, desde testemunhas até membros da plateia.

Muitos ali presentes desejavam matar Garrosh com suas próprias mãos.

Cada vez que o Orc falava, vários se levantavam furiosos, gritando contra ele, e precisavam ser arrastados para fora pelos Pandarens.

Durante todo o julgamento, Garrosh se comportou como se estivesse acima de tudo aquilo.

Não se arrependeu nem de seus atos mais desumanos, mesmo admitindo que eles foram errados.

Insultou e desprezou várias testemunhas, até mesmo Baine e sua defesa.

O clima era extremamente tenso.

Baine aconselhou Garrosh a conversar com alguém, desabafar o que sentia, para talvez melhorar sua postura e acalmar os ânimos da plateia.

Garrosh disse que só falaria com Anduin. O jovem príncipe aceitou.

Garrosh Vs Anduin

Fora do julgamento, muitas pessoas queriam sabotar todo o processo e assassinar Garrosh de uma vez, incluindo Sylvannas e Veressa, sua irmã, e viuva de Rhonin.

Elas criaram um plano onde envenenariam Garrosh, e o seguiram até o fim.

Porém, Veressa mudou de ideia no ultimo segundo, após envenenar a comida do Orc, e deu a dica para Anduin.

Naquele dia, Garrosh estava inquieto e provocando Anduin, tentando fazê-lo perder a paciência.

Foi então que ele avançou contra a cela de Garrosh e derrubou de sua mão o prato de comida.

Garrosh o pegou pelo braço, torcendo, mas Anduin explicou que a comida estava envenenada, e o Orc o soltou.

Haviam aqueles que queriam ajudar Garrosh a fugir.

Durante todo o julgamento, a Senhora de Guerra Zaela, que havia ajudado a Horda e Garrosh na época do Cataclismo, no Planalto do Crepúsculo, juntava suas forças e planejava um ataque e fuga de Garrosh.

No final, seu ataque só serviu de distração.

Antes mesmo do julgamento final começar, Garrosh deu um discurso, onde falava sobre acreditar que alguém podia mudar.

Ele deu a esperança de que ele se arrependeria, mas logo começou a gargalhar e dizer que não se arrependia de nada e que faria tudo de novo, se pudesse.

Antes que pudessem fazer algo contra ele, Kairoz, um dos Dragões de Bronze que cuidava do artefato responsável pelas visões do passado abriu um portal, pelo qual ele e Garrosh escaparam.

Quando os presentes se levantaram e começaram a pensar em fazer algo, eles foram atacados por Zaela.

Dreanor Alternativa

Garrosh não fugiu apenas no espaço, ele fugiu também no tempo.

O portal aberto por Kairoz os levou para 35 anos no passado, em uma Draenor alternativa.

Lá, Kairoz discursou sobre como eles poderiam tomar o controle de infinitas Hordas por infinitos mundos, mas é morto por Garrosh, que declara que os Orcs nunca mais serão escravos de ninguém.

Nos meses a seguir, Garrosh se infiltraria no clã Brado Guerreiro, e se tornaria a mão direita de Grommash Grito Infernal, seu pai.

Garrosh não revelaria ser seu filho, mas lhe contaria tudo sobre o futuro da Horda, e o convenceria a não cometer os mesmos erros.

Sendo assim, quando Gul’dan lhe ofereceu sangue de demônio, Grom recusou.

Eles derrotaram os demônios presentes na cerimônia, e então, criaram a Horda de Ferro.

A Horda de Ferro cometeria as mesmas atrocidades que a primeira Horda havia cometido em Draenor, mas de formas um pouco diferentes.

Seu plano era avançar consideravelmente a tecnologia e poder marcial da Horda, e então invadir Azeroth (a principal, não a alternativa), e dominar ambos os mundos.

A Horda e a Aliança se uniram e repeliram a invasão, levando a guerra para eles na Draenor alternativa.

Em Draenor as forças de Azeroth formaram novas alianças e, aos poucos, foram derrotando a Horda de Ferro.

Dentre essas vitórias das forças de Azeroth, estava o confronto com Garrosh.

Thrall liderou uma força de invasão a uma base onde Garrosh se encontrava, derrotando suas forças e chegando cara a cara com o Orc fugitivo.

Mak’gora Final

Neste momento Thrall o desafiou para um Mak’gora.

A luta foi acirrada, e cheia de sentimentos.

Thrall dizia que era hora de Garrosh pagar por seus crimes, mas Garrosh dizia que ele só chegou onde estava por culpa de Thrall.

Garrosh diz que Thrall o fez que ele é.

Que jogou em seu colo a responsabilidade de retomar a gloria da Horda.

Thrall rebate dizendo que tudo o que Garrosh fez, ele fez por conta própria.

Inesperadamente com toda sua força de Xamã, Thrall executa Garrosh.

Garrosh ESTAVA Errado

Vamos lá!!!!

EU SEI que “Garrosh não fez nada de errado” é um meme.

EU SEI que é uma piada.

Mas tem algumas pessoas que levam isso um pouco a sério demais, que realmente acham que ele não fez nada de errado.

Como estudante de cinema, de mídia e cultura pop no geral, eu sei que a mídia e cultura pop costuma refletir de volta na sociedade.

Então, antes que alguém comece a dizer que outras figuras “polêmicas” e perigosas também não fizeram nada de errado, eu quero vir aqui te mostrar que SIM, ele fez MUITA coisa errada.

Ah, e também por que eu gosto de analisar histórias e narrativas da cultura pop.

Eu estudo cinema, pô!

Isso é meio que meu trabalho.

Como personagem, Garrosh foi muito bem construído sim.

Ele tinha duvidas e inseguranças, e, no final da sua vida, ele tinha certezas e confiança.

Ele teve um crescimento absurdo e bem desenvolvido, e isso é um mérito.

Não dele, dos escritores e criadores de Warcraft. Como pessoa?

Garrosh foi um dos vilões mais cruéis que já tivemos nesse jogo.

UM DOS!!!

Esclarecendo Garrosh

É preciso esclarecer algumas coisas:

Muita gente (inclusive o próprio Garrosh) diz que nada do que ele fez foi culpa dele.

Que Thrall jogou a Horda no colo dele e disse “se vira”, e que é claro que isso ia dar errado e que, portanto, a culpa é na verdade do Thrall, não do Garrosh.

Isso não é muito verdade não.

Sim, colocar o Garrosh como Líder da Horda foi um erro enorme.

Ele nunca foi um bom líder politico, ele nunca soube liderar, e todas as suas má decisões (que são a maioria das suas decisões) são resultado disso.

Thrall errou feio nisso.

Por que, bem, Garrosh já era um péssimo líder antes mesmo disso.

Toda oportunidade de lidar com uma situação por diplomacia, Garrosh queria sangue.

Garrosh nunca escolheu negociar.

Como consequência disso, ele atrasou e quase impediu várias soluções diplomáticas muito mais efetivas do que simplesmente matar todo mundo.

Olha, você pode achar legal a ideia de matar todos seus inimigos, conquistar todo o mundo e exaltar sua própria raça acima de todas as outras, mas eu preciso te dizer que isso é perigosamente errado.

Você não vai me levar a sério se eu te dizer que isso é EXATAMENTE a definição de fascismo, então eu só vou te dizer o seguinte:

Isso não é nem um pouco legal e, no final das contas, não dá certo.

Custo da Guerra

Guerra custa caro.

Custa recursos, dinheiro, vidas.

Tentar resolver todos os problemas da Horda com guerra é a decisão mais burra que um chefe guerreiro poderia fazer.

Você está jogando fora uma solução rápida e fácil (diplomacia) por uma lenta, dolorosa e custosa (guerra).

Garrosh não precisava invadir o território dos Elfos Noturnos em busca de recursos.

Ele podia ter negociado, ou invadido um lugar que não tem dono ainda.

Kalimdor é um continente imenso.

Há muitas florestas livres por lá.

Além disso Kalimdor não é o único continente existente.

A Horda também está presente nos reinos do leste.

Os Orcs não precisavam nem negociar com a Aliança se não quisessem, eles podiam negociar com a própria horda.

Foi exatamente pra isso que Thrall convidou as outras raças para a Horda:

Companheirismo, ajuda mútua, união.

Orgrimmar foi construída não apenas por e para Orcs, mas também por Taurens e Trolls.

Sem a ajuda deles, os Orcs não teriam conseguido se estabelecer em Durotar.

Sem os Orcs, os Taurens e os Trolls não conseguiriam prosperar, ou sobreviver.

A Nova Horda

A Nova Horda de Thrall só obteve sucesso por causa da união entre esses povos.

Além da ajuda de Jaina, alias, que os ajudou contra seu próprio pai, e estabeleceu relações diplomáticas e pacíficas entre a Horda e a Aliança.

Se não havia necessidade de invadir e atacar os Elfos, havia muito menos para atacar e invadir Theramore.

Até aquele momento, Jaina era uma diplomata neutra.

Theramore era sua própria nação, desligada da Aliança, e mantinha relação com ambas as facções.

Por diversas vezes Jaina evitou conflitos desnecessários e protegeu os dois lados. Theramore nunca foi ameaça para a Horda.

Seu único erro foi estar perto demais da capital Orgrimmar.

Garrosh considerava Jaina e sua nação como ameaças, mas elas só se tornaram ameaças depois que Garrosh as atacou.

Um ataque covarde por sinal!!!

Algumas pessoas tem a coragem de dizer que foi justo o uso da Bomba de Mana em Theramore, mesmo o próprio Garrosh não achando justo quanto um subordinado seu usou uma em um grupo inocente.

Eu não sei como alguém consegue dizer que o uso de Bombas de Mana, assim, numa guerra desnecessária, é ok.

Eu preciso mesmo apontar que a bomba de mana, ao menos esse ataque especifico, é uma clara referencia as bombas atômicas?

Por que elas funcionam exatamente iguais.

São devastadoras a um nível molecular.

Uma delas já é capaz de vencer imediatamente uma batalha – ou uma guerra.

Nenhuma pessoa decente concorda com o uso de DUAS delas contra o Japão.

São metodos efeitvos de terminar uma guerra?

Seriam métodos ÉTICOS de terminar uma guerra?

Não!!!!!

Crimes de Guerra

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É por isso que existe uma coisa chamada “Crimes de Guerra” (o conceito, não o livro onde Garrosh é julgado pelos seus… crimes de guerra).

São atos tão cruéis, tão maldosos, tão imorais, que nem mesmo o desespero de uma guerra justifica.

Garrosh cometeu uma dezena deles.

Tudo por uma guerra que ele começou por vontade própria.

A ideia de que Garrosh teve que lidar sozinho com os problemas da Horda é mentira.

Ele sempre teve Caerne, Baine, Saurfang e Eitrigg como conselheiros.

Todos muitos mais sábios e experientes que ele.

Todos muito mais calmos e controlados que ele.

Garrosh raramente os escutava.

Quando escutava, era com relutância, desdem, irritação.

Todos os atos de Garrosh não foram motivados por necessidade, e sim por Raiva, Orgulho e Supremacia Branca Orquica.

Garrosh acreditava, desde o inicio, na gloria da cultura orquica.

Ele se sentia envergonhado pelos erros do pai não apenas por serem erros, mas por trazerem vergonha aos Orcs.

Quando ele descobre que seu pai fez grande coisas pelos Orcs, ele volta a ter orgulho.

Ele acaba por trabalhar toda a sua vida para restaurar os Orcs a uma gloria que ele julga perdida, mas não entende que foi culpa deles mesmos, e de mais ninguém.

Garrosh no Poder

Quando Garrosh assume o poder, e entende que tipo de coisas ele pode fazer, ele passa a favorecer demais os Orcs.

Ele vê a sua condição complicada em Durotar e sente raiva.

Ele não entende por que os Orcs devem viver num lugar tão inóspito.

Para ele, o mundo todo deveria pertencer aos Orcs.

Ele parece se esquecer que os Orcs só estão nesse mundo por que dizimaram a sua terra natal.

Sob a influencia do sangue de demônio, os Orcs mataram tudo o que vivia em Draenor.

Pela presença dos demônios, Draenor se tornou uma terra perdida, onde nada crescia.

Foi nesse desespero que os Orcs vieram para Azeroth.

Eles vieram para conquistar e dominar um mudo já habitado.

Garrosh ignora que Thrall escolheu a terra de Durotar, e a nomeou assim em homenagem a seu pai, Durotan, para ensinar humildade aos Orcs.

Para os fazer entender seus erros e se tornarem melhores que isso.

Thrall não queria dominar o mundo.

Não queria dominar as outras raças.

Não queria se sentir superior a elas, nem sentir que mereciam tudo só por serem quem são ou um dia foram.

Garrosh não lutou apenas pela volta da alto-estima dos Orcs.

Ele não lutou apenas para dar um lar digno aos orcs, depois de anos de arrependimento.

Garrosh lutou para subjulgar todas as outras raças, escravizar aquelas que podiam lhe dar poder sem reclamar (os magnotauros).

Garrosh abertamente queria expandir território, exterminar seus inimigos, exterminar seu proprios aliados.

Sob Garrosh, a Horda deixou de ser uma união entre diversos povos que foram rejeitados ou esquecidos pelo mundo, e se tornou uma união em serviço dos Orcs.

Conclusão

Como defender alguém que segue todos os passos de um ditador?

Dizem que as ações de Garrosh fazem sentido.

Sim, fazem, do ponto de vista dele.

Ele queria esmagar a Aliança e dominar o mundo.

É claro que pra isso ele precisaria eliminar Theramore e os Elfos Noturnos e começar uma guerra por todo o mundo.

Só que, por mais que suas ações tenham uma motivação clara, não significam que essa motivação seja justificada.

Garrosh nunca lutou pela gloria da Horda.

Ele lutou pela gloria dos Orcs.

Pela sua própria Gloria.

Todas suas ações foram motivadas por ódio e orgulho, não por despreparo.

Garrosh fez o que fez por que ele sempre foi assim.

Thrall só cometeu o erro de dar a ele o poder de por todo seu ódio em prática.

E tudo o que Garrosh fez com esse poder foi matar, matar e matar.

Garrosh fez tudo errado!

Garrosh É errado!

Ele nunca disse não ser.

E ai, o que acharam?

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